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MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

 Medicina Tradicional Chinesa (MTC) também conhecida como medicina chinesa (em chinês: Zhõngyí xué, ou Zhõngao xué), é a denominação usualmente dada ao conjunto de práticas de Medicina Tradicional em uso na China, desenvolvidas ao longo dos milhares de anos da sua história.

 

A Medicina Chinesa (MTC) fundamenta-se numa estrutura teórica sistemática e abrangente, de natureza filosófica. Tendo como base o reconhecimento das leis fundamentais que governam o funcionamento do organismo humano, e sua interacção com o ambiente segundo os ciclos da natureza, procura aplicar esta abordagem tanto ao tratamento das doenças quanto á manutenção da saúde através de diversos métodos.

 

Atualmente são sete os principais métodos de tratamento da Medicina Tradicional Chinesa:

  1. Fitoterapia chinesa (fármacos)

  2. Acupunctura

  3. Dietoterapia (terapia alimentar chinesa)

  4. Auriculoterapia (tratamento pela orelha)

  5. Moxabustão

  6. Ventosaterapia

  7. Práticas físicas (exercícios integrados de respiração e circulação de energia, e meditação como: Chi Kung, o Tai Chi Chuan e algumas artes marciais) consideradas métodos profiláticos para a manutenção da saúde ou formas de intervenção para recuperá-la.

 

mais informações: http://www.medicinachinesapt.com/index.html

 

Fitoterapia Chinesa

 

A área da fitoterapia chinesa é frequentemente mal compreendida no Ocidente devido á escassez de material bibliográfico que trate o assunto com a profundidade necessária, tendo esta uma estrutura complexa não é raro depararmo-nos com erros básicos devido a uma má interpretação das suas regras gerais.

 

Uma fórmula fitoterápica chinesa poderá englobar seis ou mais plantas e cada uma delas com objectivos bem definidos, que vai desde impedir efeitos colaterais indesejados a encaminhar os agentes principais ao local da doença. Fitoterapia literalmente quer dizer, terapia através das plantas.

 

Para se fazer uma fórmula fitoterápica chinesa, é preciso conhecer-se as capacidades energéticas, curativas e sinérgicas das ervas, ou seja, a interacção de uma planta com as outras. Na formulação Chinesa existe uma erva Imperador, que vai determinar a acção da fórmula, as ervas Ministros, que ajudam a pontencializar a acção do Imperador, as ervas Assistentes que são necessárias para o bem-estar da pessoa e cuidam do estômago para que este receba a fórmula, e por fim as ervas Mensageiras que levam as ervas para o local necessário.

Ao contrário da Medicina Ocidental a Medicina Chinesa – é uma ciência fundada sobre a experiência empírica acumulada, divide os medicamentos de acordo com as suas propriedades e acções.

 

Propriedades das plantas (medicamentos)

 

As plantas podem ser classificadas:

 

- segundo as suas propriedades térmicas: quentes, mornas, frescas e frias, podendo ainda falar-se de uma quinta propriedade, a neutra.

 

- segundo os cinco sabores: azedo (ácido), amargo, doce, picante e salgado, teoria elaborada por Chou Li em 770-476 a.C.

 

- segundo as quatro direcções: ascendente, descendente, circulante (flutuante) e submersão. Sistema de classificação geralmente atribuído a Li Tung 1180-1251 d.C.

 

As ervas com propriedades mornas ou quentes são Yang em natureza. Elas dispersam o vento e o frio interno, aquecem o Baço e o Estômago, reabastecem o Yang, também possuem acções estimulantes e fortalecedoras, ervas dessa natureza incluem o acônito, gengibre seco, canela e tratam várias doenças do frio.

 

As drogas com propriedades frescas ou frias tais como: coptis, scutellaria, gypsum e gardénia são Yin em natureza. Elas removem o calor, aliviam a inflamação patogénica, acalmam os nervos devido à sua acção inibitória, servindo também como antibióticos, sedativos e antiflogisticos para doenças febris.

 

Devido á variação na constituição corpórea, a circulação do Qi (energia), sangue e meridianos, assim como as manifestações externas da doença, as ervas com a mesma classificação com frequência diferem nos seus efeitos terapêuticos. Cada um dos 5 sabores, determinados a partir de experiências a longo prazo, tem as suas próprias funções específicas. Geralmente as plantas de sabor picante exercem efeitos de dispersão e promoção; as de sabor doce de tonificação e regulação; as de sabor amargo efeitos fortalecedores e purgantes; as de sabor azedo efeitos adstringentes e as de sabor salgado efeitos suavizantes e purgantes. As ervas picantes como gengibre fresco, perilla e menta dispersam os patógenos externos.

 

As ervas doces são tónicas e lenitivas; o ginseng nutre o Qi e o alcaçus alivia a dor. As ervas amargas tais como coptis e melão amargo têm a acção de secar a humidade e são purgantes. As ervas azedas amolecem, fortificam e humedecem. As algas marinhas tratam flegma estagnado e escrófula. Ervas suaves, sem sabor, tais como Hoelen e Akebia, são diuréticas.

 

Ascendência, descendência, circulação e submersão representam outras quatro qualidades adicionais usadas para classificar as plantas (ervas). Ascendentes e circulantes referem-se a drogas que têm um efeito para cima e para fora, usadas para activar o Yang, induzir á transpiração e dispersar o frio e o vento. Em contraste, drogas descendentes e de submersão, possuem um efeito para baixo e para dentro – elas tranquilizam, causam contracção, aliviam tosse, interrompem a êmese e promovem a diurese e purgação. Como uma das teorias fundamentais na Medicina Herbária Chinesa, as quatro direcções relacionam-se aos diferentes estados de doença no organismo humano. Assim as plantas mornas, quentes, picantes e doces são classificadas como ascendentes e circulantes por natureza, enquanto as frias, frescas, azedas, amargas e salgadas têm acções descendentes e de submersão. As ervas suaves e leves tais como flores e folhas normalmente possuem qualidades ascendentes e circulantes enquanto as ervas túrbidas e pesadas tais como sementes e frutos possuem efeitos descendentes e de submersão.

 

O especialista em fitoterapia chinesa pode mudar as características de uma droga processando-a ou formulando-a de maneira que se ajuste ás necessidades da doença. As ervas cozidas numa solução salgada ou vinagre torna-se descendente ou de submersão. As ervas cozidas em vinho ou com gengibre tornam-se ascendentes e circulantes nas suas características. Na Medicina Chinesa, a acção farmacológica da combinação de mais de duas ervas é chamada de “os sete efeitos das drogas”.

 

Esses efeitos farmacológicos de uma combinação herbária são difíceis de analisar porque a fórmula pode consistir de qualquer parte de quatro a doze ervas individuais que interagem entre si, ocorrendo três tipos de interacções.

 

- Entre as ervas individuais.

- Entre os constituintes das ervas individuais.

- Entre os constituintes de ervas diferentes.

Os efeitos farmacológicos das combinações herbárias sobre o organismo humano provaram-se muitos complexos. Isto demonstra que a fitoterapia chinesa na sua complexidade provou a sua eficiência no decorrer dos séculos, assim como na actualidade.

 

fonte e mais: http://www.medicinachinesapt.com/fitoterapia_chinesa.html

Acupunctura Chinesa

A Acupunctura é uma parte importante do grande tesouro da Medicina Tradicional Chinesa. Tem uma história que remonta há mais de dois mil anos. Durante um tempo longo de prática, os médicos das diversas dinastias chinesas desenvolveram e aperfeiçoaram esta especialidade, que abrange várias teorias básicas, tais como o Yin e o Yang, os cinco Movimentos, os Zang-fu (órgãos e vísceras), Qi-Xue (energia e sangue) assim como vários métodos de manipulação de agulhas e experiências clínicas importantes do tratamento segundo os sintomas e sinais, fazendo com que a Acupunctura seja uma terapia muito eficaz na China.

fonte e mais: http://www.medicinachinesapt.com/acupunctura_chinesa.html

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