Primeiros Socorros
HISTÓRIA
PRÓLOGO: A CAIXA DE PANDORA E A QUEDA DO TEMPO.
➤ Nota da autora: se você veio do The Tales of Nowhere e conhece a história do RPG, comece daqui. Se chegou agora, pedimos que role a página até chegar no EPÍLOGO, para então retornar após a leitura. Os eventos que acontecem antes de Nusquam estão diretamente relacionados ao The Tales of Nowhere, conectando ambos RPGs. Explicarei de forma prática e resumida sobre o que se deram esses acontecimentos, para que assim a compreensão seja facilmente alcançável.
➤ Durante o TON, ocorreu um grande evento relacionado diretamente à trama do jogo. Esse evento consistiu basicamente em uma grande invasão, onde us participantes batalharam, dividides em equipes. Us sobreviventes entre mortus e ferides formaram uma equipe final, onde enfrentaram o boss, um titã de nome Bakime, que foi capturada e presa em uma caixa de contenção pelas quatro Entidades, selando o que parecia a paz. Esse cenário foi arruinado por um acontecimento perturbador: Toni, a pequena curandeira e cria de uma das Entidades apresentou um caso de possessão. Havia algo em seu corpo, e o que esse ser falou através de seus lábios trouxe profundo temor e confusão em quem ali estava, incluindo as Entidades. Abaixo segue um trecho do evento original:
“De repente, o corpo inanimado de Toni começou a se mexer, lentamente erguendo e abrindo espaço em relação ao chão. A garota flutuava, seus longos cabelos caíam como um véu pelo corpo pálido e sem vida. Observar aquilo era como presenciar a um show de horrores nos quais todes estavam petrificados demais para esboçar reação. As Entidades responderam imediatamente se pondo em posição de combate, com fúria jamais vista. Quando a cria de Fae se endireitou, seus olhos nada mais eram que esferas leitosas, e ela começou a falar em alto e bom som, com uma voz que não lhe pertencia e ecoava fortemente por toda Nowhere, sem qualquer auxílio:
— Svanoa d'nag ekess ocuir wux tenamalo…
Tradução: Como é estar aqui novamente…
Aquilo que se manifestava no corpo de Toni corrompera toda a inocência de suas feições, pondo no rosto gentil uma máscara bela e terrível. Olhou ao redor, como se perscrutando a multidão, e baixou o olhar demoradamente sob as Entidades, movendo a mão da menina em sua direção, o dedo em riste e a voz brotando novamente de sua garganta:
— Wux tiliw ti troth tikilvan, filthy pieces di creation, dampra vraktor loreata, vur wer ssifisv... coi geou loreat kiri, ihk jaka si filki confna ekess majak vi cotuir; nomeno tairais wux tiliw ti pok ve, ihk filki lae vi vilklvi — abriu os braços amostrando o local com dezenas de feridos — geou loreat de wer crodr ekik, Nowhere svaust re sini reside ias wux... si geou ocuir wux soon, vur nomeno... ui filki vi taste di svabol si geou tir mrith nomeno goawy.
Tradução: Não conseguiram proteger ninguém pedaços imundos de criação, suas crianças morreram, e o restante... vai morrer logo, logo, por ora vim apenas dar um aviso... desta vez vocês não vão conseguir me deter, Nowhere será destruída de dentro para fora, aqueles que são meus residem entre vocês.. Vejo vocês em breve, e isso — abriu os braços amostrando o local com dezenas de feridos — é apenas uma amostra do que vou fazer com esse lugar.
Toni despencou, leve e maleável como uma boneca de pano, o campo se abrindo ao seu redor no exato momento em que Faire disparou, pegando-a em seus braços um instante antes que encontrasse o piso de mármore. Tamanha era a dor que sentia, que o ar vibrava ao seu redor, refletindo suas emoções tão intensamente quanto o impossível. O mundo inteiro pareceu entrar em um lapso temporal, lento e inalcançável, tudo correndo devagar demais em sua incompreensibilidade sentida, para que tudo explodisse no momento seguinte.”
➤ A figura que falou através da menina é Kali, a Entidade da Destruição. Dada a interrupção do TON (Tales of Nowhere), eka não chegou a ser propriamente introduzida, remanescendo como uma figura incógnita. Em Nusquam Ab, entretanto, ela figura como parte do elenco.
➤ Esta, jogadores, é a sua antagonista. Preparem-se para a batalha de suas vidas e boa leitura!
No momento em que a curandeira caiu no chão, aquilo não significou que Kali estava fora. A Entidade já havia entrado em Nowhere, e o discurso que fizeram através dos lábios da garota era a distração que precisava para que as barreiras de fechassem consigo em seu interior.
Toni e os deuses se Nowhere eram os únicos que conseguiriam manter Kali em seu corpo por um tempo mais longo (➤ N/A: referindo-se aos dois personagens de origem divina que constavam no elenco de jogadores), sendo os melhores hospedeiros possíveis. Mas o plano da Entidade era outro. Não precisava de receptáculos fortes para fazer o que gostaria. Em verdade, não precisava de muito. Seu plano era simples, mas necessitava daquela caixa. Não pelo corpo do monstro, já deveras danificado, mas pela essência destrutiva ali contida que seria o suficiente para que pudesse assumir uma forma mais concreta, sem a possessão de outres.
Uma vez que estivesse restabelecida, a tomada da dimensão chegaria ao ápice. Kali usaria um pouco mais de tempo, esforço ínfimo se considerasse todo o trabalho feito fora da dimensão neutra. A contaminação de mente por mente, coração por coração, criatura por criatura espalhando-se como a doença mais contagiante de que se tem notícia. A chegada em Nowhere não era o princípio de sua luta, mas o final. E não seria daquela vez a ser derrotada, a invasão sendo apenas a abstração de que precisava.
Tal como a profecia previu (➤ N/A: ainda não faz parte do conhecimento de vocês, mas existe uma profecia a respeito do destino do universo. O que posso adiantar agora é que ela prevê a existência de Kali, e esse confronto criação x destruição), a Destruição prevaleceu, e a contaminação seguiu seu curso.
Os efeitos colaterais de Kali no corpo de um ser humane eram a quebra de sua mente. Em uma questão de poucos dias, se estivéssemos considerando um humane resistente, todos os puros e melífluos pensamentos eram tomados por maldade em um processo praticamente irreversível. Kali usava sus hospedeires para se esgueirar, planejar e estudar o acesso a Eos, onde a caixa era mantida. Uma vez que a mente de quem ocupava era tomada por completo, precisava passar para outro, saciando assim a sua fome, garantindo sobrevivência. Uma parca, miserável vida, mas o suficiente por ora.
Quando estava feito, não havia mais como fugir do destino. Mesmo que as quatro forças fundamentais lutassem, não era o bastante. Não daquela vez. Us habitantes que não foram destruídes receberam a passagem de volta para suas respectivas dimensões, tendo em suas mentes a lembrança de Nowhere até os últimos bons instantes, mas não o que ocorrera após eles. A manutenção de suas boa memórias fora o presente final dado por sus Protetores. Com Kali em posse da caixa - um infinitésimo de segundo em que Sua vigilância falhou - nem mesmo us guerreires mais fortes conseguiriam lhe parar. Desta forma, envia-lus de volta veio como a única possibilidade.
Não existem registros de como se deu a luta detalhadamente, grande parte por se tratar de algo intangível lexicalmente: cinco formas de energia pura se digladiando em um cenário colossal altamente catastrófico, que reverberou sobre todos os universos. É deveras incerto ao menos tentar alcançar, mesmo que superficialmente, o que ocorreu ali, de fato. O que se precisa saber é: Kali teve sua vitória. Mas não contava com um simples, embora fundamental detalhe: o princípio do equilíbrio.
A Destruição jamais poderia prevalecer-se de todo, pois não era natural. Mesmo que conquistasse todos os espaços (o qual fizera), não era permanente sua vitória, ou derradeiramente vencida a batalha que se propusera a travar. Quando Kitsune caiu sobre seus joelhos, os últimos fios de sua existência se esvaindo em sacrifício, a realidade entrou em colapso. Nada poderia existir sem o Tempo, e, sabendo disso, Elu se permitiu ir, sabendo que fizera o melhor. A destruição de uma Entidade foi o sabor da vitória que Kali provou por alguns instantes antes de ver todo o seu trabalho colapsar.
O Fim do próprio Fim. O preço por sua arrogância. A única falha de seu plano inteiro foi esquecer, tão tomada sua essência estava pelo ódio, que o assassinato de uma força regente era a única coisa que jamais poderia ter feita, mesmo que, sendo outra Entidade, fosse capaz de executar aquilo até o final. Sua própria natureza a fez pagar pela consequência de seus atos, e uma vez que o Tempo caiu, tudo o que restara conheceu o exato mesmo destino, culminando finalmente na implosão da zona neutra, o coração do multiverso e centro de todas as coisas, bem como tudo o que ali existia.
No início, havia escuridão. E no fim, nada mais restava.
Como a existência da Zona Neutra é de extrema importância para que a ordem seja estabelecida, a resposta natural do universo foi alterar a realidade para outra versão, precisamente similar à anterior em estrutura, mas diferente em constituição. O que existe agora é fruto do recomeço de um ciclo. Mas não se engane. Nowhere foi fundada em bases positivas, frescas e juvenis, havia um desconhecimento geral a respeito do que seria enfrentado. Mesmo para seres infinitos, existia a inocência.
Nusquam nasceu a partir do sangue derramado por Kitsune. Kali se fizera mais do que clara e conhecida, e aquilo não seria perdoado. As novas Entidades tinham em sua memória a certeza do que estavam enfrentando, e isso fora passado para us habitantes desde o princípio.
EPÍLOGO: NUSQUAM
➤ Nota da autora: se você veio do The Tales of Nowhere e conhece a história do RPG, recomendamos que leia novamente para se lembrar do princípio do mundo em que conhece. Existem alterações em relação ao texto original.
“[…] O que precisa lembrar é que certas decisões, aquelas importantes, capazes de criar grandes repercussões no fluxo do tempo, podem fazer mundos alternativos se fragmentarem em espaço-tempo contínuos divergentes. Lembre-se disso, ou vai acabar paralisado toda vez que tiver que fazer uma escolha: O Altiverso não vai criar um admirável mundo novo baseado em sua decisão de usar meias verdes hoje em vez de vermelhas. Ou se criar, esse mundo só irá durar poucos femtossegundos antes de ser reciclado de volta à realidade da qual ele se separou. Mas se seu presidente está tentando decidir se bombardeia ou não algum desses caras loucos por guerras do Oriente Médio, acabarão acontecendo as duas coisas, porque dois mundos são criados onde antes havia um. É claro, a Interzona os mantém separados, então ele nunca vai saber.
- Espere um minuto… Parece que você está tentando dizer que a criação de novos mundos é uma decisão consciente.
- Não estou tentando dizer isso… Foi o que acabei de dizer. Ou você não estava prestando atenção?” – Entremundos, Neil Gaiman e Michael Reaves, 2014.
CAPÍTULO 1: A ORIGEM
O seio dos mundos, suspenso no tempo e espaço, inabalável diante das infinitas possibilidades, possuindo leis próprias que o governam. Nusquam nasceu por circunstâncias mais antigas que todas as vidas conhecidas, quando tudo a se existir era a Grande Consciência. Diante da própria natureza criadora, cuja fluidez se dava pelo embate de forças opostas, era natural a necessidade de um lugar pelo qual tudo passava, responsável por balancear a ordem entre Ciência, Magia, Tempo, uma pequena porção no centro de todas as realidades. As histórias contam que o local surgiu quando a Progenitora de mundos encarava seu próprio fim, a pincelada que acabaria por dar a forma ao trabalho que iniciara.
Certamente não é possível explicar os planos da Consciência., que intentos passavam pelo Ser infinito em seus últimos instantes. O que se sabe, no entanto, é que enquanto arquitetava a ordem, Ela também criava a quarta força motriz do multiverso: Humanidade, a parte dos seres que se refere às emoções, um poder criador proveniente da individualidade. A Humanidade permitiu que os seres pudessem ser capazes de escrever seus próprios destinos, não residindo passivamente perante as circunstâncias, mas moldando-as. Dessa forma, mesmo após sua partida, histórias continuariam a ser escritas.
CAPÍTULO 2: A BUSCA POR NUSQUAM
Nusquam é, por si só, a chave para a dominação das quatro forças, tornando-se o meio pelo qual todos os multiversos podem ser controlados. Comandar Nusquam significa o poder de manipular a própria existência em seu conceito mais puro.
A possibilidade de um poder tão grande foi o que motivou a busca por essa zona. A medida em que grandes, derradeiras decisões eram tomadas, novas realidades tomavam forma, e estas multiplicaram-se de sobremodo a possibilitar que alguns mundos fizessem a descoberta de Nusquam, bem como a pluralidade de universos que o cerca.
A conquista da Zona Neutra é o objetivo principal de Kali, a contraparte que balanceia a criação. Os povos que são dominados pela sua sede de poder tornam-se malignos, passam a trabalhar a seu favor.
CAPÍTULO 3: AS ENTIDADES
(➤ N/A: Perfis detalhados sobre cada Entidade constam nas informações de cada Zona)
Nusquam, no intento de se proteger, fragmentou-se em não apenas uma, mas quatro figuras distintas, cada uma representando uma das forças regentes do multiverso, bem como a própria dimensão. Essas figuras sentiam a terra, sabiam seu propósito, e a pequena confusão inicial que lhes tomou logo foi substituída por um curto descanso e, posteriormente, as preparações para fortificar as defesas do local. Apesar de sua magnitude, elas não poderiam por si utilizarem de todo o poder o qual dispunham. Existiam limitações para o que poderiam fazer, e por isso precisavam de um time, guerreires que pudessem lhe auxiliar.
Dessa forma, as quatro Entidades localizaram e combinaram seus poderes para encontrarem escolhides - Peregrines - nus quais encontraram qualidades que poderiam contribuir ao seu propósito. Com essas características traçadas, elas modificaram o espaço para que pudessem atender da melhor forma aos sus convidades, onde cada Entidade se responsabilizaria pela manutenção da ordem geral, bem como a coordenação de um pequeno grupo sob sua tutela.
CAPÍTULO 4: Você.
Todes us Peregrines que responderam ao chamado foram levados para Nusquam, assumindo novas vidas naquele local, onde poderiam evoluir suas próprias habilidades e garantir que as usariam para a proteção de seu novo lar, além de servirem como agentes da manutenção da paz entre os mundos. Em tempos tão sombrios, onde a ganância imperava, aquele grupo encontrara um destino que talvez já tivesse sido escrito desde o princípio.
É aqui que você entra. Essa é a sua história. E ela está para começar.
A partir de agora você terá a oportunidade de vivenciar coisas de que jamais imaginou. Esse pequeno espaço no coração do multiverso é sua nova casa, e enquanto estiver aqui, esperamos que desfrute ao máximo de toda a sua experiência. Sua escolha não foi acidental. Confiamos em você, Peregrine, e esperamos que sua estadia seja a mais cativante possível.